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Máquinas a aquecer

Para além do Grande Prémio, em si, o Instituto do Desporto de Macau organiza uma série de eventos que promovem a competição junto do público.

Em Exposição (Car show)

Taça GT Macau SJM 

Taça do Mundo de GT da FIA 

O bicampeão, e que vem defender o título da Taça GT Macau, Maro Engel lidera um elenco de estrelas para a nona corrida que se tornou num destaque no calendário internacional de GT3. Como companheiro de equipa na Mercedes-AMG Driving Academy vai ter Renger van der Zande. Entretanto, o múltiplo campeão de Macau, Edoardo Mortara fará dupla com Laurens Vanthoor na Audi Sport Equipe WRT, enquanto a Porsche corre com o ex-vencedor de Le Mans, Earl Bamber, e o francês Kévin Estre. A Lamborghini inscreveu o piloto da fábrica, Mirko Bortolotti, e ainda o piloto local André Couto num par de Lamborghini Huracán GT3. A Audi, Porsche, Mercedes e Lamborghini vão lutar de forma renhida pelo título da Taça do Mundo de GT da FIA, cada um com dois fabricantes oficiais. A juntar-se à grelha vão estar ainda a Ferrari, BMW, Bentley e a Nissan, completando assim o grupo de 24 carros.

50o Grande Prémio de Motos de Macau – Suncity Grupo

A lista de inscrições para a edição do Jubileu de Ouro,  uma das corridas de estrada mais respeitada do mundo, inclui pilotos de oito países, entre os quais cinco antigos vencedores, um para cada uma das cinco décadas da sua história: Peter Hickman, vencedor em 2015, o detentor do recorde de todos os tempos Michael Rutter, que conquistou oito vitórias no Circuito Guia, Stuart Easton quatro vezes vencedor, John McGuinness a lenda em TT e ainda Ian Hutchinson a «grande inspiração», que chega a Macau depois de uma temporada extraordinária de vitórias.

Corrida da Guia Macau 2.0T Suncity Grupo

Este ano, a marcar a sua 45ª edição, a corrida internacional de carros de turismo de Macau, prova por convite, apresenta uma lista fascinante de pilotos de lugares tão distantes como a Europa e, também perto de casa como a China. A lista de entradas inclui nomes de pilotos importantes das séries para especificações 2.0T, entre eles o vencedor da segunda corrida do ano passado, Stefano Comini da Suíça, o russo Mikhail Grachev, que ficou no terceiro lugar em 2015, e ainda o grande perito James Nash. A juntar-se a eles vão estar mais cinco pilotos vindos do Campeonato de Carro de Turismo da China, além de pilotos seleccionados entre os melhores da Ásia, Hong Kong e Macau.

Corridas de apoio

Um elemento importante na semana do Grande Prémio é o programa de corridas de apoio, que permite aos jovens talentos da região mostrar as suas habilidades numa plataforma internacional. A conhecida corrida Taça Carros de Turismo de Macau CTM apresenta uma grelha de 29 carros, que inclui o vencedor de 2015, Paul Poon Tak Chun da Suncity Racing Team num Peugeot RCZ. O Road Sports Challenge Suncity Grupo é outra prova favorita dos fãs, devido à diversidade de marcas e modelos entre o campo forte de 36 carros, enquanto a Taça da Corrida Chinesa apresenta pilotos de Macau, China interior, Hong Kong e Taipé Chinês, todos com carros de corrida BAIC Motor Senova D70. 

Confiança no sucesso do Grande Prémio

Presidente do Instituto do desporto explica o desafio de organizar pela primeira vez o Grande Prémio de Macau, mostrando-se confiante na estrutura e a no sucesso da edição deste ano, a 63a. Pun Weng Jun spera adesáo por parte dos residentes e confia no avale da FIA. Muito para além dos grandes eventos, quer sobretudo população pratique desporto como parte da qualidade de vida, obejtivo prioritário do Instituto de Desporto.

Plataforma Macau: Está prestes a realizar-se o Grande Prémio de Macau, e é a primeira que este é organizado pelo Instituto do Desporto. A este respeito, que informações, planos e diretrizes pode partilhar connosco?

Pun Kun: Este ano, todo o Instituto do Desporto participa oficialmente na organização do 63º Grande Prémio de Macau. Porém, mesmo antes de assumirmos oficialmente esta responsabilidade, o Instituto do Desporto já tinha na edição anterior participado no evento. Na competição do ano passado nós tivemos a oportunidade de experienciar e observar que o Grande Prémio possui desde sempre uma ótima equipa. Naturalmente, a principal força que move o evento é a AAMC, os diferentes departamentos governamentais e o trabalho de toda a equipa. Depois de termos observado e participado na edição anterior, estamos extremamente confiantes relativamente à futura organização do Grande Prémio de Macau, pois o Instituto do Desporto já organizou bastantes eventos desportivos de grande dimensão semelhantes e possui uma experiência sólida a esse respeito. Estamos muito confiantes de que, a partir desta edição, a organização continuará a melhorar ano após ano.

PM: Apesar da confiança do Instituto do Desporto, este ano um membro de grande experiência abandonou a equipa, e as novas regras impostas pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) fizeram com que alguns automobilistas não pudessem participar na edição deste ano. Existiram ou não preocupações do Instituto do Desporto relativamente aos riscos de uma organização mal sucedida?

P K: Nunca existiram preocupações, pois desde o início que mantemos uma boa relação com todas as partes. Entramos logo à partida em contato com o membro em questão, que devido a razões pessoais, entre outros fatores, não poderá participar este ano, e respeitamos a sua decisão. E quanto à FIA, mantemos desde o início deste ano uma boa comunicação com eles, a federação apoia-nos enormemente e a Fórmula 3 deste ano foi promovida a Taça Mundial.

PM: Duas competições foram promovidas a Taça Mundial. Que razões levaram a esta promoção? Foram fatores relativos a Macau ou fatores relativos à organização que influenciaram esta decisão por parte da FIA?

P K:: O Grande Prémio de Macau é na realidade muito conhecido em todo o mundo. A nossa relação com a FIA sempre foi muito positiva, tendo sido elogiado, entre outras coisas, o trabalho dos organizadores macaenses. A Taça GT tornou-se no ano passado numa Taça Mundial, e a FIA este ano tomou a iniciativa de nos propor a promoção da Taça F3 a Taça Mundial.

PM: Quantas pessoas estão este ano envolvidas no Grande Prémio de Macau?

P K:  Em toda a atividade relativa ao Grande Prémio, desde o secretário e do presidente até aos funcionários, sem incluir os automobilistas, estão envolvidas cerca de 2000 pessoas.

PM: Qual é então o orçamento?

P K: Temos sempre o nosso orçamento sob controlo. Nos últimos dois anos o orçamento foi de 200 milhões, e este ano mantemos o mesmo orçamento para as nossas atividades.

PM: No fim-de-semana terão lugar atividades promocionais. Que atividades podemos esperar?

P K: O Grande Prémio está a aproximar-se, e os veículos começarão a chegar nos próximos dias. A primeira atividade promocional será o Car Show na Praça do Tap Seac no dia 12, com uma exposição de automóveis da Taça GT e de motas antigas. Acontece que este ano temos coincidentemente o 50º Grande Prémio de Motos de Macau, por isso iremos juntamente com os Correios de Macau lançar selos relativos à ocasião, e iremos também lançar com a Macau Pass cartões comemorativos deste 50º Grande Prémio de Motos. No fim-de-semana passado houve uma grande exposição automóvel na qual existiu uma tenda a promover o Grande Prémio, e o aeroporto possui também uma exposição de promoção do evento.

PM: Teremos novas equipas a participar nesta edição do Grande Prémio de Macau?

P K: Quer seja nas corridas de carros de turismo ou da Taça Mundial da F3, há sempre caras novas. Acredito que as duas taças mundiais e as outras fantásticas corridas serão muito bem recebidas pelos fãs. Para além disso, a existência de duas taças mundiais no mesmo local é algo raramente visto no âmbito da FIA.

PM: Como é definido o preço dos bilhetes? Custando 50 patacas o bilhete para os dias de treinos e 900 patacas o bilhete para as corridas oficiais, acha que este preço é acessível ao público em geral?

P K: Mantemos as mesmas práticas anteriores relativamente ao preço dos bilhetes. Também temos em particular consideração os estudantes macaenses, tendo contatado múltiplas escolas para que através delas os alunos possam assistir aos treinos cronometrados dos dias 17 e 18 de forma gratuita e possam experienciar o automobilismo de Macau. O Grande Prémio de Macau pode na verdade ser desfrutado através de diversas vias, podendo ser assistido através da transmissão direta em televisão ou nas bancadas. A transmissão direta é a melhor em Macau, sendo completamente gratuita. Caso os fãs estejam interessados em experienciar em primeira mão a atmosfera das corridas, terão então de seguir os procedimentos habituais, isto é, adquirir o bilhete de entrada. Estou confiante de que os cidadãos irão ponderar e realizar a sua escolha de acordo com a sua situação.

PM: Quando poderá Macau realizar uma competição de Fórmula Um?

P K: Para ser franco, a organização por parte do Instituto do Desporto ainda não existe há muito tempo, mas segundo o que foi dito anteriormente pelo comité de organização e pela AAMC, tendo em consideração as atuais pistas de Macau, não será muito adequado realizar aqui uma competição de Fórmula Um.

PM: As pistas serão então a única razão?

P K:  Exatamente.

PM: Relativamente ao desporto em geral, serão consideradas no futuro mais competições de grande dimensão em Macau?

P K:  Atualmente, em termos de competições, temos todos os anos em Macau os Barcos-Dragão, o golfe, o voleibol feminino e as corridas de automóveis, tendo-se juntado um novo elemento em 2016, o Encontro de Mestres de Wushu. Sob estas circunstâncias, teremos todo o gosto em organizar mais eventos de grande escala caso as condições sejam adequadas. Naturalmente, tais eventos de grande dimensão necessitam de ser debatidos e coordenados juntamente com a Federação Internacional e diversas entidades para que possa existir a oportunidade de serem realizados em Macau.

PM: Relativamente aos desportos de elite, o Instituto do Desporto é sempre responsável pelos trabalhos nessa vertente. Sendo que Macau possui tantos atletas de alto nível, poderá existir a oportunidade de participação em assuntos relacionados com as Olimpíadas?

P K: Em primeiro lugar, precisamos de conhecer as condições atuais. Visto que o Comité Olímpico Internacional alterou as regras, sob as condições atuais Macau não pode participar. Contudo, nós continuaremos a fazer todos os esforços relativamente a quaisquer outras competições para além das Olimpíadas, treinando os nossos atletas para que obtenham bons resultados nos Jogos Asiáticos, nos campeonatos mundiais, campeonatos asiáticos e noutras competições.

PM: Que outras informações gostaria o presidente de transmitir aos leitores?

P K: Quero em primeiro lugar agradecer ao jornal pela ajuda que tem prestado na divulgação dos eventos desportivos de Macau. Como presidente do Instituto do Desporto, espero que os cidadãos macaenses participem mais em atividades desportivas, pratiquem exercício físico e assim melhorem a sua saúde. Espero que todos dediquem algum tempo ao exercício físico, pois é preferível a ter de dedicar ainda mais tempo no futuro a tratar da saúde. Este é também desde sempre um dos trabalhos mais importantes do Instituto de Desporto – melhorar as condições físicas dos cidadãos através da atividade física.  

Nunu Wu, Nuno Ferraria

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