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Aproveitar o momento

Macau encorajada a tirar proveito do ambiente positivo nas relações luso-chinesas após visita de Xi Jinping a Portugal.

Macau deve ter foco em “projetos concretos com resultados palpáveis” salientou ao PLATAFORMA Rodrigo Brum, Secretário-Geral Adjunto do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, na sequência da visita do presidente chinês Xi Jinping a Portugal, nos passados dias 4 e 5 de dezembro. A parceria estratégica luso-chinesa foi elevanda a  um novo patamar com a assinatura de vários acordos de cooperação e a entrada de Portugal na Iniciativa Faixa e Rota através de um memorando de entendimento.  Brum está confiante que o  sucesso da visita e a assinatura de 17 protocolos terão certamente reflexo positivo nas relações bilaterais entre a China e Portugal”, sendo que neste contexto “o papel de Macau está relacionado com a sua localização e características históricas que lhe atribuem uma função de facilitador de relações comerciais, culturais e outras”.

Na declaração comum divulgada no final da visita, os dois países reconheceram “os notáveis êxitos de desenvolvimento que a Região Administrativa Especial de Macau alcançou desde o seu estabelecimento” [20 de dezembro de 1999] e “o papel importante de Macau para o relacionamento luso-chinês”.

Lisboa e Pequim “expressaram a disposição de reforçar o seu papel [de Macau] como ponte e elo de ligação para promover as relações de amizade de longo prazo”, ao mesmo tempo que era salientada a vontade dos dois países de continuarem “a apoiar o papel de Macau como plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os países de língua portuguesa”.

Rodrigo Brum afirmou ao PLATAFORMA que o futuro passa por resultados das medidas implementadas em setores da economia que não o jogo “para assegurar reconhecimento pelos investidores e empresários de todo o mundo como parceiro ou base de localização de futuras relações comerciais com a China”. O “reconhecimento efetivo” do papel de Macau passa também pela “melhoria das condições de financiamento” aos projetos relacionados com os Países de Língua Portuguesa. 

Poucos dias após a visita de Xi Jinping a Portugal, Macau assinou em Pequim o acordo de apoio à participação na Iniciativa Faixa e Rota. No dia 6  de dezembro, o Chefe do Executivo de Macau, Chui Sai On, e o Director da Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Reforma, He Lifeng, selaram o entendimento que visa criar um centro modal de transportes, comércio e logística no âmbito da Rota da Seda Marítima no Século XXI com o objetivo de impulsionar a construção do Centro Mundial de Turismo e Lazer. A dimensão sino-lusófona do envolvimento da RAEM não foi deixado de parte: ficou estabelecido que Macau articulará a Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa e a iniciativa Faixa e Rota. Uma das missões é  incentivar a internacionalização da moeda chinesa nas relações com os países lusófonos. 

José Carlos Matias 14.12.2018

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