Feira Xangai foto Xi2

Tempo de abertura

Presidente Xi Jinping anunciou porta aberta ao comércio mundial. 

A Lusofonia e o papel de Macau também estiveram em foco na Feira Internacional de Importações da China.

A China compra. Esta é uma das mensagens chave na primeira Feira Internacional de Importações da China (FIIC) que abriu as portas na segunda-feira e termina amanhã em Xangai. O mote foi dado pelo presidente Xi Jinping no discurso de abertura: a China deverá importar 40 biliões de dólares em bens e serviços nos próximos 15 anos. 

“É o nosso sincero compromisso abrir o mercado chinês”, afirmou Xi Jinping, que prometeu que a China “vai abraçar o mundo”. A declaração num contexto de “guerra comercial” com os Estados Unidos da América e numa altura em que câmaras de comércio se têm queixado que Pequim está a ampliar as suas importações, visando atender à procura dos consumidores e fabricantes domésticos, mas bloqueia o acesso a vários setores. Mas Xi Jinping apelou aos críticos que resolvam os seus próprios problemas antes de apontarem o dedo à China.

“Cada país deve trabalhar no duro para melhorar o seu ambiente de negócios. Não se podem embelezar enquanto criticam os outros ou apontar o foco sobre outras pessoas sem olharem para si próprios”, afirmou.

O líder chinês prometeu maior abertura no setor das telecomunicações, serviços de saúde, educação ou cultura. 

Xi não referiu as disputas comerciais com os Estados Unidos, em torno das ambições chinesas para o setor tecnológico, mas, afirmou que “o sistema de comércio multilateral deve ser defendido”, naquilo que foi lido por analistas com uma mensagem com destino a Washington. 

A plataforma de Macau

O papel de Macau na ligação entre a China e os Países de Língua Portuguesa é também realçado neste certame. A exposição “Macau Hub” em exibição no Pavilhão da China destaca a posição do desenvolvimento de Macau como um centro de turismo e lazer e uma plataforma com a Lusofonia.

 Durante a visita de Xi Jinping, o Chefe do Executivo de Macau informou o presidente sobre o desenvolvimento de Macau, segundo um comunicado oficial. Macau também está presente na zona de produtos alimentares e agrícolas através do pavilhão do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau. Em Xangai esteve também no início da semana uma delegação de Macau que integrou 90 empresários locais chefiada pelo Secretário para a Economia e Finanças de Macau Lionel Leong. No âmbito destas visitas tiveram lugar bolsas de contacto, fóruns e outros eventos que promoveram Macau como plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

O Brasil, representado pelo ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, é um dos 12 países em destaque na Feira. Cerca de 150 empresas brasileiras participam na FIIC, sendo na maioria companhias do setor de alimentos e agrícola, equipamentos médicos e de saúde, comércio de serviços e de bens de consumo.

Portugal também trouxe um ministro ao evento, o titular da pasta da agricultura Luís Capoulas Santos, ao qual se juntou o  secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira. 

José Carlos Matias 09.11.2018

Com agências

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