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PEQUIM QUER MAIS EMPENHO DA TURQUIA NA LUTA CONTRA “TERRORISMO ISLÂMICO”

 

A China pediu à Turquia para “estreitar a cooperação antiterrorista” contra o Movimento do Turquestão Oriental, que opera no Xinjiang.

 

A China pediu à Turquia mais cooperação para acabar com o que considera terrorismo islâmico na região autónoma de Xinjiang, onde a violência tem vindo a aumentar, com mais de 200 mortos em 2014, segundo divulgou a imprensa oficial.

Num encontro com o chefe da Polícia Nacional turca, Mehmet Celalettin Lekesiz, o ministro de Segurança Pública da China, Guo Shengkun, assegurou que “as células terroristas, como o Movimento do Turquestão Oriental, tiveram consequências muito graves na estabilidade social e na segurança das pessoas das duas nações”.

As autoridades chinesas associam habitualmente os atos de violência em Xinjiang, uma zona de maioria muçulmana e de etnia uigur, aos grupos islâmicos que ali pretendem estabelecer o Estado Independente do Turquestão Oriental.

O Governo atribui ao terrorismo todos os incidentes de violência que acontecem na região, enquanto a comunidade de uigures em exílio – os únicos que podem falar sem receio de represálias – defende que os confrontos são fruto da repressão a que esta minoria tem sido submetida.

O ministro de Segurança Pública chinês defendeu que os dois países “devem utilizar as suas plataformas de cooperação”, incluindo um grupo de trabalho conjunto para melhorar a cooperação bilateral.

O responsável turco, por seu lado, manifestou a rejeição total, por parte do seu país, de “qualquer forma de terrorismo” e mostrou-se disposto a trabalhar com a China nesta matéria.

A China assegurou, em diversas ocasiões, ter provas que o “terrorismo interno” conta com influências externas e relaciona o Movimento do Turquestão Oriental com grupos como a Al-Qaida.

Perante a falta de transparência – a informação sobre a violência em Xinjiang é sempre muito limitada e proporcionada pela imprensa oficial chinesa – diversas organizações internacionais e países pediram ao Governo chinês que fosse mais aberto sobre o assunto.

Em resposta, as autoridades de Pequim têm acusado estas entidades de adotarem “duplos critérios” no que toca a estes atos.

 

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