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Contribuição construtiva para problemas regionais é bem-vinda

A primeira visita de Donald Trump à Ásia como presidente dos Estados Unidos, que inclui paragens no Japão, República da Coreia, China, Vietname e Filipinas, acontece numa altura crítica, em que os programas nucleares e mísseis da República Popular Democrática da Coreia assombram a região. Prevê-se que o assunto ocupe um lugar de destaque nos diálogos de Trump.

Trump precisa de assegurar aos países que vai visitar que os Estados Unidos irão ter um papel construtivo na busca de uma resolução pacífica ao problema na Península Coreana. O próprio reconhece que o diálogo e a consulta são a única forma viável de abordar este e outros problemas na região.

Muita da especulação antes da visita de Trump à Asia, que começou na sexta-feira passada, tem origem nas anteriores mensagens contraditórias da sua administração. Uma mensagem clara, consistente e positiva, que mostrasse uma vontade de cooperar e contribuir construtivamente para a resolução de problemas na região, contribuiria largamente para tornar estas visitas num sucesso.

A nível regional, Trump precisa de reconhecer que muito mudou desde que o seu antecessor reforçou o papel de liderança dos EUA na região Ásia-Pacífico. A China e a Associação das Nações do Sudeste Asiático estão preparadas para adotar formalmente uma estrutura para um Código de Conduta no Mar do Sul da China durante uma cimeira nas Filipinas, que se irá realizar no fim deste mês. Qualquer tentativa para interromper este processo não é bem-vinda e irá causar uma reação negativa.

Como país que não está diretamente envolvido nas disputas marítimas, e que diz fazer parte da busca pela paz e estabilidade na região e tenta beneficiar da sua vitalidade, os EUA devem seguir o conselho que lhes foi dado de que a sua melhor opção será facilitar este processo construtivo.

A nível de relação entre nações, a visita de Trump à China, que o tornará no primeiro líder internacional a visitar a China desde o 19.º Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês, traz uma oportunidade para a China e os EUA resolverem as suas divergências e trazerem um novo vigor à sua colaboração bilateral. Esta tendência não deve ser afetada pelos seus conflitos a nível comercial, entre outros.

Não há nenhuma razão para que, num encontro cara-a-cara, Trump e Xi Jinping não possam continuar o seu anterior “ótimo diálogo”. Tal atitude iria ajudar ambos os lados a passar uma imagem de que são capazes de lidar apropriadamente com as suas divergências e de que estão dispostos e preparados para colaborar, tanto para o seu próprio bem como para o bem da região e do mundo. 

Editorial China Daily

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